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O SOL em posição direta traz uma das mais belas mensagens da vida: alegria, sucesso, esplendor esperam por você. Seu coração agora se abre, e o mundo também sorri de volta para você. Os anjos te dizem: não se envergonhe da sua felicidade – celebre-a. Sua luz aquece também os outros.
alegria obscurecida, cansaço, sucesso adiado, falta de autoconfiança, visão sombria
Correspondências — Elemento: Fogo · Número: 19 · Astro: Sol · Sim–Não: Sim
A imagem e o simbolismo da carta
Um sol imponente brilha no céu, com um rosto e olhos abertos, rodeado por raios retos e ondulados que se alternam.
Abaixo, uma criança nua senta-se num cavalo branco, sem sela, segurando uma grande bandeira vermelho-alaranjada, com uma coroa de flores na cabeça, contendo uma única pena vermelha. Atrás dela, uma parede cinza, e por cima dela se inclinam quatro girassóis.
E observe o mais importante: o sol olha diretamente para você.
O sol brilha com sua própria luz
Uma carta antes, na noite da Lua, tudo estava em luz emprestada: a lua não brilha, apenas reflete a do sol — por isso tudo parecia mais assustador.
Aqui chegou aquilo de onde veio toda a luz da noite.
Esta carta em uma única frase: o que era um monstro ontem à noite, é um cabide esta manhã. A coisa não mudou — a luz mudou, e agora você a vê pela primeira vez em sua própria luz.
E observe os dois rostos: na lua havia um perfil com olhos fechados, que não olhava para você, apenas flutuava acima de você. O rosto do sol, com olhos abertos, olha de frente. Esta é a diferença entre a ansiedade e a alegria: uma não olha para você, a outra sim.
A criança não sabe que está nua
Olhe para a criança: não há nada sobre ela, e ela nem pensa nisso.
Na carta da Estrela, alguém também estava nu, mas lá porque a Torre tirou tudo dela. No Diabo, duas pessoas também estavam nuas, lá com correntes e vergonha.
Esta criança, porém, não sabe sobre sua nudez. Não é corajosa — mas nem lhe ocorre que deveria cobrir-se.
Este é o presente desta carta: não é que você vença a vergonha, mas que de repente você esquece de se envergonhar de algo.
O cavalo branco
E agora olhe para o cavalo, pois este é o retorno mais bonito deste baralho: o cavalo branco.
Na carta da Morte, o mesmo cavalo branco caminhava, lentamente, calmamente, com um cavaleiro de armadura preta em suas costas.
O mesmo cavalo. Outro está montado nele.
Todo este caminho em uma única imagem: você não trocou seu destino, não recebeu outra vida — o mesmo cavalo o leva, mas não é mais o esqueleto que está nele, e sim uma criança. E não há sela nem rédea: não é preciso controlar aquilo em que você confia.
A pena vermelha
Na coroa da criança, há uma única pena vermelha.
A mesma pena que estava no chapéu do Louco, na primeiríssima carta, quando ele ainda não sabia de nada, apenas partiu.
Desde então houve armadura, corrente, raio, noite. A pena permaneceu.
Esta é a promessa mais bonita desta carta: você não perde quem você era antes de se machucar. Você apenas esquece por um tempo.
A parede e os girassóis
No fundo, uma parede cinza, e por cima dela se inclinam quatro girassóis.
Isso é importante, porque significa que há uma parede por trás da alegria. Havia um jardim, havia uma cerca, havia proteção — e esta criança saiu dali.
Os girassóis, porém, se inclinam por cima. Não olham para a parede: olham para a luz.
Quem é girassol não consegue explicar por que se vira para lá. Simplesmente se vira.
A bandeira
Na mão da criança, uma grande bandeira vermelho-alaranjada balança.
A Morte também carregava uma bandeira, um estandarte preto com uma rosa branca. Aqui já não há o que anunciar, não há mensagem, não há símbolo: apenas um grande tecido de cor quente que balança.
Há alegria que não tem o que dizer. Simplesmente existe.
Raios retos e ondulados
Observe os raios do sol, porque são de dois tipos: retos e ondulados, alternados.
Os retos são a luz que ilumina, os ondulados são o calor que aquece — e estes dois não são a mesma coisa. Há quem seja muito claro e não aqueça ninguém; e há quem, ao seu lado, não o tenha tornado mais inteligente, apenas fez você sentir-se melhor.
Esta carta traz ambos, e nisto reside a raridade: você também entenderá, e também será bom.
O Dezenove
Raios retos e ondulados Observe os raios do sol, porque são de dois tipos: retos e ondulados, alternados.
Os retos são a luz que ilumina, os ondulados são o calor que aquece — e estes dois não são a mesma coisa. Há quem seja muito claro e não aqueça ninguém; e há quem, ao seu lado, não o tenha tornado mais inteligente, apenas fez você sentir-se melhor.
Esta carta traz ambos, e nisto reside a raridade: você também entenderá, e também será bom.
O dezenove é o número do sol, e carrega ambas as suas características: o um e o nove — o começo e a maturação ao mesmo tempo.
Este não é o final feliz. Ainda há duas cartas depois. Mas este é o momento em que se revela que valeu a pena.
A sombra
Na posição invertida, a alegria não desaparece, apenas se obscurece: você tem tudo pelo que deveria se alegrar e não sente. Isso não é ingratidão, mas cansaço.
A segunda sombra é a alegria procrastinada: quem diz que só quando tiver isso e aquilo — e enquanto isso o sol brilha.
E a terceira é a vergonha que retorna: quando alguém não se atreve a viver que está bem, porque teme que lhe tirem.
Se esta carta apareceu para você agora
Não se envergonhe de estar bem.
E não adie. Hoje saia ao sol por dez minutos, olhe ao redor, e permita-se simplesmente sentir-se bem.
Para quem pergunta agora quanto tempo dura: o sol não é sobre isso. Não importa quanto tempo dure. Hoje ele brilha.





